1
declararemos crime poético
a verossimilhança obrigatória
o elogio do crível
a plena busca por realidade
o falido império do possível
celebremos o mágico
o lúdico
o imaginário
elevemos a palavra, a forma
elevemos a irrealidade
o impossível
o infinito!
busquemos o céu
planemos nos poemas
flanemos pelo tempo
apaixonemo-nos perdidamente
entreguemo-nos
a cada verso
a cada metáfora
mergulhemos profundamente em cada metáfora:
desesperada fuga
da atroz realidade
do cotidiano
dancemos ébrios
à beira dos abismos
da imaginação:
nossos abismos fascinantes
nossa inspiração poética
2
quero um poema
que encerre fúria e paixão
desespero e inconformismo
revolta e insubmissão
lucidez e desvario:
um flerte:
enlouquecer atônito
desejo que se liberte do âmago
luz que se espalhe amiúde
e cubra o mundo de heroísmo e glória
quero um poema equívoco
um mergulho infinito no caos
um sonho que dispare em voo alucinado
um disparate, afinal
grito de versos incendiários
que alimentem esta pirofagia
que tantos teimam em chamar de arte
mas que o poema exalte enquanto vida!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
rascunhos para uma poética
Postado por
cesare
às
01:38
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
verbalizando o que eu quero dizer, da melhor forma possível, como sempre, e com um pedaço gigante de coração...
Postar um comentário