como o tempo,
perplexo diante dela,
um rio para
para assistir ao reflexo
perfeitamente narcíseo
quando ela se contempla,
quando sensualmente toca
sua translúcida matéria
iluminada pelo ocaso a musa
via o rosto refletido
nos resplandecentes olhos
dum fascinado cardume:
encantara a todos os peixes
que contemplavam-na apaixonados
rememorando histórias de sereias
toca erótica
os lábios, os seios, as águas
[outrora perplexas, cândidas:
espelho perfeito]
que envolvem-na então em ondas
e se perfumam em seu cabelo
fazem reverência
e imploram silenciosamente:
nunca diga adeus
sexta-feira, 27 de março de 2009
a musa no espelho
Postado por
cesare
às
18:37
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