segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

sobre o medo

i

do íntimo
do âmago
emana
pela respiração
um desejo
irresponsável
de solidão

poderia manter
os olhos fechados
e sentir-me
escondido
[e talvez protegido]
de tudo
de todos
do mundo

mas o mundo sorri,
[para mim?]
se ri
[de mim?]
e morre





ii

ecoa fátuo
um réquiem
silencioso
e brando

e um vento frio
vem
e leva consigo
o melhor
de mim

sinto
morrer um pouco
e o gosto
de choro
é o gosto
do futuro

então o medo me aflige
e fujo do desejo
de recriar o mundo

1 comentários:

grazi shimizu disse...

acho que eu já disse, mas é com o títulodemenina mais medrosado mundo que digo que ninguém nunca me explicou tão bem aquilo que eu sinto;