Ocaso. A lua sorri sereníssima e anuncia a noite interminável. Nas palavras dum poeta sonhador as estrelas se revoltaram contra o dia e instauraram o apogeu da noite. Brilhariam insuspeitas, impostas solenemente ao céu. E a noite abraçou a vida e o rapaz passou a crer mais que tudo no poder da palavra.
Milhares de lendas e contos incríveis noticiaram o ocaso definitivo. Dentre elas, a mais lírica apontava para uma fuga apaixonada do sol em busca de um futuro glorioso que lhe fora prometido: senhor de si mesmo. Desvencilhou-se então de sua obrigação de trazer luz e calor e passou a brilhar pela própria vaidade. Incandesceu como outros astros e se perdeu no próprio ser abandonando só toda a humanidade. E na noite eterna todos aprendemos a ser só.
A mesma lenda que para um outro povo narra a história da solidão.
0 comentários:
Postar um comentário