depois de chorar em todas as despedidas da vida
mesmo nas felizes e necessárias
prometeram-lhe recompensas do mundo
e sentiu-se importante:
resolveu chorar outra vez
[uma última vez]
e despedir-se dessa mania inconveniente
de incomodar-se com a presença
ou com ausências momentâneas
e como um poeta a lidar com as ausências
busca pelas palavras exatas
para ilustrar os sentimentos:
as metáforas estão proibidas aqui
e há apenas idéias rabiscadas em papéis avulsos
e ninguém mais
há apenas um silêncio que angustia
e uns devaneios
sobre duas ou três pessoas
lindas e sorridentes
contando de seus dias mais felizes
as histórias confortantes e perfeitas
que costuma imaginar
para todos a quem disse adeus
2 comentários:
Gostei de mais deste texto "ausencias"!seu subjetivismo se materializou qnd o li!Me vi escrevendo em papeis avulsos, ideias soltas sem metafora!e contando historias confortantes e perfeitas para auqles a quem eu disse adeus!
mais uma vez, muita magia...
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