sábado, 9 de agosto de 2008

dos dias de saquê

ébrio, chegou sem pedir licença e pegou na mão dela com um aperto quente que levantou-lhe num susto o olhar direto para o terno olhar dele. e antes que ao primeiro sinal de sorriso ela o baixasse timidamente, ele conseguiu muito mais que os tão desejados três segundos de atenção: mais que a breve retribuição, o cair assustado da franja sobre os olhos que escondiam na profundidade os segredos do mundo [ele poderia passar a eternidade procurando cada segredo naqueles olhos] foi a imagem que, refletida pelos vidros circundantes, levaria como o mais aprazível momento de seus inesquecíveis dias em tóquio, sobre os quais contava entusiasticamente ao novíssimo melhor amigo, acomodados lúdicos e bêbedos nas escadarias duma imponente catedral medieval.

1 comentários:

grazi shimizu disse...

e a cada dia que você coloca coisas novas, eu me sinto muito mais feliz com os meus olhos puxados.. tudo pela sua paixão arrebatadora pelo japão. rs